Limites na Adolescência
A adolescência é uma fase de construção de personalidade, então tudo o que foi absorvido na infância e durante essa fase irá refletir na sua formação, enfim na sua fase adulta. As limitações devem ser enfatizadas nesta fase, ou seja, durante a formação do indivíduo. Como o limite será contestado pelo adolescente, deverá dosado. Esta é a palavra chave para o sucesso quando impomos limites, seja no convívio familiar, ou nos relacionamentos sociais.
Porque dosado? Limite em excesso acaba por reprimir o adolescente e na sua ausência, resulta em irresponsabilidade e na dependência. Ao invés de impor uma lista de regras e outros mecanismos, a confiança seria o melhor para a redução dos limites, mas as famílias do mundo inteiro não são homogêneas.
Por outro lado, melhor que impor limites é estabelecer o diálogo.
As famílias que lidam com adolescentes rebeldes deveriam tentar dialogar sem impor, sem criticar, como se fosse uma conversa de aproximação, como em uma relação iniciante de amizade. Em certos casos, quando limites não são dados em um âmbito familiar, na maioria das vezes esse papel é repassado ao professor, que convive boa parte do dia com o adolescente. O professor acaba ocupando um cargo que não lhe é recompensado financeiramente, o de educar os filhos de outros.
O que leva ao professor a ocupar este encargo, certamente, é falta de tempo ou falta de pulso dos pais. Essa ausência pode resultar na formação de um adulto inconseqüente, irresponsável e, possivelmente, corrupto, receita completa para uma sociedade cheia de discriminação, desrespeito e intolerância.
Entendemos que os adolescentes desta nossa geração são muito influenciados pela mídia resultante do processo de globalização, o que provoca a tomada de atitudes superficiais, impensados, sem opinião mais balizada. Isto dificulta quando, mesmo ainda adolescentes, têm que tomar decisões para toda a vida. Por exemplo, quando devem decidir sobre a carreira, sua sexualidade ou outros fatos que exigem dele certa reflexão, a dificuldade ocorre, porque este adolescente não tem opinião própria, mas construída, preparada e moldada pelo sistema global.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Dias Depois da Libertação de Ingrid Betancourt


Dois dias após ter sido libertada por uma operação do Exército colombiano, a ex-refém das Farc Ingrid Betancourt chegou nesta sexta-feira à França, onde foi recebida pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, e pela mulher dele, Carla Bruni, em um aeroporto nos arredores de Paris.
Depois de conversarem por alguns minutos, Sarkozy e Betancourt fizeram declarações à imprensa. O presidente francês disse que o país estava feliz por receber a ex-candidata presidencial colombiana e que trouxeram o "sol porque não poderíamos te receber com chuva".
"Minha mensagem hoje é de esperança, é uma mensagem a todos que acreditam na liberdade. Hoje você está aqui, livre, sorrindo, com sua vida a frente e sua família com você", disse Sarkozy.
O líder francês lembrou que a França trabalhou durante os sete anos de cativeiro de Betancourt por sua libertação. "Quando você estava presa na floresta, havia muitas pessoas trabalhando para te libertar", disse Sarkozy.
Em seu discurso, ainda no aeroporto, Betancourt agradeceu as boas-vindas francesas e, segurando a mão do presidente, agradeceu também os esforços por sua libertação. "Eu sonhei com este momento por sete anos. eu devo a toda França, a este homem que fez tanto por mim", disse.
Betancourt agradeceu ainda pelas mensagens de apoio que recebeu quando era refém das Farc na floresta, mensagens que a mantiveram viva "espiritualmente e fisicamente".
A franco-colombiana disse que tem muito a dizer, mas que falará aos poucos. Ela disse que o "importante é manter a felicidade". "Deixei a Colômbia e os outros refugiados que estavam comigo. Mas estou feliz porque a França é minha casa e vocês são minha família", disse.
O primeiro encontro com os filhos em seis anos aconteceu ontem na Colômbia. Eles chegaram em um avião da Presidência da França acompanhados do chefe da diplomacia da França, Bernard Kouchner.
O mesmo avião partiu horas mais tarde e deve chegar à capital francesa durante a tarde desta sexta-feira (horário local). Partiram junto a mãe da política, Yolanda Pulecio, sua irmã Astrid Betancourt, seu marido, Juan Carlos Lecompte, e seu ex-marido Fabrice Delloye.
Cativeiro
Entrevistada pela radio francesa Europe 1 pouco antes de partir para a França, Betancourt afirmou ter sido vítima de torturas e humilhações durante os seis anos e quatro meses de sua detenção pelas Farc.
"Senti que existe a tentação de se entregar a comportamentos demoníacos (...) acho que deve-se conversar uma grande espiritualidade para não cair no abismo", afirmou a ex-refém. "Usei algemas o tempo todo, as 24 horas do dia, durante três anos", acrescentou.
"Houve momentos de grande crise, de grande dureza, de maus-tratos. Havia momentos em que tentavam mostrar outra faceta porque era tão monstruoso que me parece que eles mesmo estavam enojados", completou.
"Quando subi no helicóptero e voamos sobre a selva, disse a mim mesma que os detalhes sórdidos não deveriam ser conhecidos", explicou Ingrid Betancourt.
"Minha mensagem hoje é de esperança, é uma mensagem a todos que acreditam na liberdade. Hoje você está aqui, livre, sorrindo, com sua vida a frente e sua família com você", disse Sarkozy.
O líder francês lembrou que a França trabalhou durante os sete anos de cativeiro de Betancourt por sua libertação. "Quando você estava presa na floresta, havia muitas pessoas trabalhando para te libertar", disse Sarkozy.
Em seu discurso, ainda no aeroporto, Betancourt agradeceu as boas-vindas francesas e, segurando a mão do presidente, agradeceu também os esforços por sua libertação. "Eu sonhei com este momento por sete anos. eu devo a toda França, a este homem que fez tanto por mim", disse.
Betancourt agradeceu ainda pelas mensagens de apoio que recebeu quando era refém das Farc na floresta, mensagens que a mantiveram viva "espiritualmente e fisicamente".
A franco-colombiana disse que tem muito a dizer, mas que falará aos poucos. Ela disse que o "importante é manter a felicidade". "Deixei a Colômbia e os outros refugiados que estavam comigo. Mas estou feliz porque a França é minha casa e vocês são minha família", disse.
O primeiro encontro com os filhos em seis anos aconteceu ontem na Colômbia. Eles chegaram em um avião da Presidência da França acompanhados do chefe da diplomacia da França, Bernard Kouchner.
O mesmo avião partiu horas mais tarde e deve chegar à capital francesa durante a tarde desta sexta-feira (horário local). Partiram junto a mãe da política, Yolanda Pulecio, sua irmã Astrid Betancourt, seu marido, Juan Carlos Lecompte, e seu ex-marido Fabrice Delloye.
Cativeiro
Entrevistada pela radio francesa Europe 1 pouco antes de partir para a França, Betancourt afirmou ter sido vítima de torturas e humilhações durante os seis anos e quatro meses de sua detenção pelas Farc.
"Senti que existe a tentação de se entregar a comportamentos demoníacos (...) acho que deve-se conversar uma grande espiritualidade para não cair no abismo", afirmou a ex-refém. "Usei algemas o tempo todo, as 24 horas do dia, durante três anos", acrescentou.
"Houve momentos de grande crise, de grande dureza, de maus-tratos. Havia momentos em que tentavam mostrar outra faceta porque era tão monstruoso que me parece que eles mesmo estavam enojados", completou.
"Quando subi no helicóptero e voamos sobre a selva, disse a mim mesma que os detalhes sórdidos não deveriam ser conhecidos", explicou Ingrid Betancourt.
Comentário do autor do Blog:
Seja feliz no seu recomeço de vida. A presidencia esta aí!
Mande brasa!
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